segunda-feira, 24 de junho de 2013

Gosto de fazer as pazes com o nosso futuro. De ter essa cumplicidade bonita, que só cresce. Gosto desse jeito manso que você leva a vida, dessa alegria e desse jeito colorido de enxergar as coisas. Gosto de conversar olhando nos seus olhos e entender o que sua boca não consegue dizer. Gosto do beijo de boa noite antes de dormir e do beijo de bom dia depois de acordar. Gosto de te ver perdido, de manhã cedo, no meio de palavras que você esqueceu de conhecer. Gosto desse amor que se renova, que nunca desbota ou amarela. Gosto de saber que no fim de cada dia um abraço forte surge para mostrar que todas as coisas ruins podem desaparecer. Gosto das suas cantorias esquisitas no banheiro, das suas meias no cesto de roupa suja, do cheiro que fica no seu travesseiro toda vez que você levanta pela manhã. Gosto do seu gosto, da sujeirinha que fica nos seus olhos, dos seus cílios longos, das suas unhas roídas pela ansiedade do acerto. Gosto do seu jeito metódico de lavar a louça, de arrumar a mesa e de pendurar a toalha de banho no varal. Gosto do seu tempero, do seu jeito de vestir a camiseta, da sua forma organizada de dobrar as cuecas. Gosto de adivinhar qual vai ser o seu próximo passo, de te conhecer tanto e de caber no seu peito. Gosto de dizer que você faz tudo errado, por mais que você faça tudo certo. Gosto de repetir todo dia para você não molhar o balcão da pia. Gosto da nossa mania de nunca esquecer os dias importantes. Gosto das nossas danças sem nexo na sala e na cozinha. Gosto de te descobrir um pouco a cada dia e de saber exatamente o que você imagina.


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