“E tem certos momentos que você simplesmente esbarra na pessoa. Bate o ombro, pisa o dedinho, se vira e “puft”. Ai você acaba se apaixonando pela pessoa,
assim, sem mais nem menos. Você fecha os olhos e lembra com carinho
aquela pessoa. Lembra dos momentos que passaram juntos, e dos momentos,
que de fato, não existiram de verdade. Tudo o que vocês viveram, foi de
extrema importância. Mas não porque ele era o cara bonitão, tipo galã de
novela, que pegava varias nas festas e saia esbanjando rumor por ai. É porque ele era o carinha doce, de bem com a vida, piadista e carinhoso. E só por isso sua cabeça pensa “Puf, me apaixonei.” E você gosta dessa sensação, gosta de mais, chega a ser estranho. As vezes vem aquele velho clichê do “e se”. Os pensamentos e as perguntas, simplesmente vagam a sua mente, e você pensa, e se tivesse sido diferente? E se
eu não tivesse esbarrado, ou atropelado ele com os meus dois pés
esquerdos, onde nós dois estaríamos? E se a vida tivesse colocado outro
cara que não fosse ele? E se eu o atropelasse com meus pés esquerdos, ele me xingasse? E se nossos corações não andassem de mãos dadas? Será que estaríamos felizes, ou estaríamos por ai, vagabundeando amor. Ou será que estaríamos pedindo esmola de amor vagabundo?
Eu sei que agora, você não teria coragem de magoar uma pessoa que
significa tudo pra você. Não seria capaz, teria que enfrentar um enorme
obstáculo, uma reviravolta absurda na sua vida. Então você fica
quietinho, por mais que machuque, você ta lá, dizendo tudo o que sente, desde o comecinho. E por mais que você não queira sentir, quer se convencer que não sente, você se deixa levar e pensa “Porra ele mexe comigo de um jeito absurdo, não tenho autocontrole com ele, que grande merda!” Você fica muito tempo guardando isso, e hora ou outra pensa em dizer “Porra, eu sinto raiva da sua covardia.”
Mas por algum motivo, a algo dentro de você que te prende, te deixa pra
baixo. E você simplesmente derrete quando o vê. Seu relacionamento vai
se desgastando e você sente na pele a desistência do cafajeste. E mesmo
que vocês estejam juntos, você persegue ele até o inferno, derrama
lágrimas, mas não desiste. Porque você sente, sente que é pra dar certo.
Não ali, agora. Mas sim amanhã, depois. Cada vez que você vê o sorriso
dele, você sente emoções indisciplinadas. Ele te olha com um ar de “Eu quero você aqui, agora. Você é minha babe.”
E você sabe exatamente o porque do “babe”, porque atrás do carinha doce
e piadista, sempre tem um sedutor que te faz ir as nuvens. Sabe que
mesmo que aconteça milhares de coisas, e talvez, coisas que façam vocês
dois ficarem longe um do outro, ele vai ficar dentro de você, vai
permanecer dentro do seu coração, e vai vagar sua mente como um espírito
atormentado por lembranças doidas. E você vai ficar feliz. As
pessoas vão passar pela sua vida, mas nenhuma vai tocar seu coração, e
por mais que algumas vezes seja de extrema necessidade viver um pouco da
realidade, você prefere ficar no mundo do “babe”, dos livros e
sonhos que jamais se realizaram. Você vai chorar, vai grita. Vai sentir
dores piores que cólicas e a quebra de um tornozelo ou braço. Vai ser
uma dor “anti-passageira”. Uma dor eminente, pela qual, vai vagar e
estardalhar seu coração sempre que lembrar do piadista cafajeste ao qual
você entregou de bandeja seu coração.”
| — | Você vai sofrer. Vai chorar, vai implorar pra ser morta. Mas além disso, vai implorar que tudo volte a começar do zero, quando você era a pessoa que controlava os rumores da vida e as dores de um coração vagabundo. |
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